Manejo agronômico do abacaxizeiro CV. Vitória visando otimizar a produção e qualidade dos frutos

Nome: Dayane Littig Barker Klem
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 28/07/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Sara Dousseau Arantes Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alessandra Ferreira Belo Suplente Interno
Edilson Romais Schmildt Coorientador
Patrícia Soares Furno Fontes Coorientador
Sara Dousseau Arantes Orientador
Sheila Cristina Prucoli Posse Examinador Externo

Resumo: O abacaxizeiro ‘Vitória’ é uma cultivar lançada em 2006, e caracteriza-se pela
resistência à Fusariose, que é o fungo causador do principal problema fitossanitário
da cultura no país. Porém o desconhecimento das práticas de manejo correto para
esta cultivar contribui efetivamente para a redução na produtividade e qualidade dos
frutos e merece destaque, pois em função disto, muitos produtores tem obtido
produtos de qualidade imprópria para a comercialização. Os tipos e tamanhos de
mudas, assim como a época de indução floral, que por sua vez, determina a época de
colheita são fatores determinantes para obtenção de plantas produtivas e frutos de
excelente qualidade. Sendo assim, o objetivo geral do trabalho foi avaliar o
comportamento e estudar estratégias para otimizar o manejo agronômico do
abacaxizeiro ‘Vitória’ em função de diferentes tipos de muda e épocas de indução
floral. Nesse contexto, dois trabalhos foram desenvolvidos. O primeiro, intitulado
“Desempenho do abacaxizeiro ‘Vitória’ em resposta aos tipos de mudas e épocas de
indução floral”, teve como objetivo caracterizar as variáveis vegetativas e produtivas
através do comportamento do abacaxizeiro ‘Vitória’ na região tropical, em resposta de
sua propagação com dois tipos de mudas associadas a diferentes épocas de indução
floral. E o segundo, intitulado “Qualidade pós-colheita do abacaxizeiro ‘Vitória’
submetido a diferentes tipos de muda e épocas de indução floral”, objetivou-se avaliar
a qualidade dos frutos pós-colheita submetido aos tipos de mudas e épocas de
indução floral, visando produção dos frutos aos mercados interno e externo. Os
experimentos foram conduzidos na área da Fazenda Experimental do Instituto
Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural, no município de
Sooretama-ES. O delineamento experimental foi o de blocos casualizados em
parcelas subdivididas no tempo, com quatro repetições. Cada parcela foi constituída
por mudas do tipo filhote de 100 a 200 g e rebentão de 201 a 300 g. As subparcelas
constaram as épocas de indução floral (8, 10 e 12 meses após o plantio, além do
florescimento natural). As avaliações foram sobre as características de desenvolvimento vegetativo, fenologia, produtividade, bem como, sobre
características de biomassa, biométricas, translucidez, coloração da polpa e qualidade
físico-químicas dos frutos do abacaxizeiro ‘Vitória’. Houve interação significativa entre
as mudas e épocas de indução floral para as variáveis de largura e área da folha ‘D’,
número de rebentos produzidos, bem como, para as variáveis químicas dos frutos. A
massa dos frutos com coroa, foi superior no florescimento natural, com 58% de ganho
de massa comparada com a indução aos oito meses. As induções artificiais resultaram
em frutos de menor circunferência, diâmetro e espessura de polpa. O florescimento
natural alongou o ciclo da cultura, no entanto, obteve maior produção de mudas
filhotes e elevada produtividade. A indução artificial do florescimento realizada aos
oito meses após o plantio antecipa a colheita em até 167 dias comparado com as
demais induções artificiais. Os períodos mais tardios de florescimento para muda do
tipo filhote, bem como, a indução aos 12 meses após o plantio para muda rebentão,
foram conferidas características importantes de qualidade química dos frutos.

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