ECOFISIOLOGIA DO CAFÉ CONILON (Coffea canephora Pierre ex A. Froehner) EM CONSORCIAMENTO COM SERINGUEIRA (Hevea brasiliensis L.)
Nome: IGOR DAMASCENO PIRES PEREIRA
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 15/06/2022
Orientador:
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Papel |
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ANTELMO RALPH FALQUETO | Orientador |
Banca:
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Papel |
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ANDREIA BARCELOS PASSOS LIMA GONTIJO | Examinador Interno |
ANTELMO RALPH FALQUETO | Orientador |
JOSÉ ALTINO MACHADO FILHO | Examinador Externo |
Resumo: No Espírito Santo a cafeicultura é bem desenvolvida, estando presente em cerca de
80% dos municípios capixabas, gerando ampla distribuição de emprego e renda
para mais da metade dos municípios do estado. Porém, o cenário de alterações
climáticas, com altas temperaturas e baixa precipitação para épocas específicas do
ano, quase sempre refletem no comprometimento fisiológico de cafeeiros. Essa
problemática abre precedentes para novas pesquisas e estratégias visando o
entendimento dos processos fisiológicos de cafeeiros sob tais condições. A
utilização de espécies perenes que possam ser consorciadas com cafeeiros em
Sistemas Agroflorestais nesses casos é uma alternativa vantajosa, pois visa à
minimização de efeitos adversos sobre a lavoura, evidenciando uma necessidade do
redirecionamento da cafeicultura quanto às suas técnicas. Visto a problemática, esse
estudo propõe avaliar as respostas fisiológicas de dezesseis clones de Coffea
canephora sob duas condições: cultivo consorciado com Hevea brasiliensis (CO) e
não consorciado (NC). O experimento foi realizado na Fazenda Experimental de
Sooretama (FES), no município de Sooretama ES, entre outubro de 2018 e
setembro de 2019 e em ambos os tratamentos (CO e NC) foram avaliados a
fluorescência da clorofila a (teste JIP), variação de nutrientes foliares e produtividade
para os dezesseis clones. Os dados foram submetidos à análise de variância
(ANOVA) e as médias comparadas pelo teste Scott-Knott e Tukey, ao nível de 5% de
probabilidade, com o Software SISVAR 5.6. O sombreamento proporcionado pelo
consórcio com Hevea brasiliensis e a exposição dos clones a pleno sol modulam a
fisiologia dos cafeeiros é corroborada pelos resultados obtidos para fluorescência da
clorofila a, análise química foliar e produtividade dos clones em ambos os
tratamentos e em condição de sombreamento os clones apresentam maior
desempenho fotossintético, assim como maior produtividade.